HPV na Ginecologia

HPV na Ginecologia

Mulher, Vagina, Colo Útero, Papanicolaou, Colposcopia

A forma clínica ou seja, a verruga genital, geralmente é percebida pela mulher ou pelo ginecologista durante o exame ginecológico, porém se trata de uma porcentagem menor dos casos.O tamanho dos condilomas varia de 0,2 a 1cm, podendo ser confluentes e com isso se tornarem lesões extensas na vulva ou vagina.

Estão localizadas nas áreas de maior atrito e traumatismo que ocorre durante o ato sexual.Geralmente a mulher que tem HPV não tem sintomas porém podemos encontrar:

  • Prurido ou coceira
  • Corrimento
  • Ardência
  • Úlcera
  • Dor
  • Mancha
  • Sangramento
  • Dispareunia (dor durante o ato sexual)


HPV na Vagina

O HPV geralmente acomete os terços superior e inferior podendo se manifestar como lesões isoladas da vagina ou associadas com lesões em outras áreas do trato genital.Na maioria dos casos acomete também o colo uterino.

A verrugas podem ser únicas ou múltiplas e o tamanho geralmente não é grande, mais raramente as lesões podem ser grandes e até ocluir a cavidade vaginal.

O diagnóstico diferencial é com metástase de carcinoma, fibromas mole e lesões endometrióticas.Pode estar associado á corrimentos vaginais.

HPV na Vulva

Geralmente atinge regiões mucosas e úmidas, sendo que a localização mais comum é a fúrcula seguida dos pequenos lábios, vestíbulo e grandes lábios.

Geralmente são sésseis, macias, únicas ou múltiplas que se fundem formando lesões vegetantes extensas assumindo aspecto de couve–flor.

Na pele o crescimento é mais lento e as lesões são mais escuras quando comparadas com a mucosa.

O diagnóstico diferencial é com:

  • Verrugas vulgares
  • Condiloma plano sifilítico
  • Nevo pigmentado
  • Líquen plano e escleroso
  • Ceratose seborreica
  • Psoríase
  • Lentigo
  • Angioceratoma
  • Neoplasia intraepitelial


HPV e Câncer do Colo Uterino

O câncer de colo uterino é a segunda neoplasia mais comum em mulheres em todo o mundo, corresponde anualmente a 15% de todos os casos de tumores femininos. [saiba mais]

As Proteínas e6 e E7 estão envolvidas na etiologia do câncer do colo uterino. [saiba mais]


Prevenção

Tanto o homem como a mulher devem se preocupar com a prevenção, pois a chance contaminação é igual em ambos os sexos. [saiba mais]

Diagnóstico

O diagnóstico deve ser o mais precoce possível e com isso evitamos a evolução para o câncer.

O Exame de Papanicolaou é fundamental para avaliar as células do colo uterino e a colposcopia para avaliar o colo uterino e localizar lesões de HPV em outras áreas da região genital.

Colposcopia e Papanicolaou e a Biópsia do Colo Uterino

Consiste na coleta de material do colo uterino para avaliação das células com o objetivo de evidenciar alguma alteração celular compatível com câncer.É conhecido como exame preventivo para câncer do colo uterino.A coleta é realizada em posição ginecológica. [saiba mais]

Biópsia do Colo Uterino

É fundamental para confirmarmos o tipo de alteração celular. Pode ser colhido de várias maneiras. [saiba mais]

Exame de outras partes do corpo.

Um exame amplo da região genital deve ser realizado com o objetivo de se encontrar alguma lesão de HPV.

Sabemos que vem aumentando o numero de mulheres com lesões de HPV em outros locais além da vulva, vagina e colo do útero, daí a importância de examinar a região perianal, inguinal, anal e oral.

A Anuscopia ou Colposcopia Anal

O exame da região anal sempre surpreende pois é muito comum encontrarmos hemorroidas, fissuras, fístulas, plicomas e mesmo verrugas causadas pelo HPV.

O câncer da região anal vem aumentando de incidência. [saiba mais]

Oroscopia e Laringoscopia

No mundo todo vem aparecendo casos de verrugas causadas pelo HPV na boca, gengiva, língua, amígdalas, cordas vocais, e etc.

Os casos de câncer da cavidade oral vem acometendo muitas pessoas, inclusive celebridades como é o caso do ator Michel Douglas que declarou para a imprensa internacional estar com câncer da cavidade oral decorrente do HPV. [saiba mais]

Tratamento

Existem inúmeras modalidades de tratamento nos dias de hoje, e, quando isto acontece deixa-nos claro que nenhum deles é o ideal.Sendo assim, o tratamento vai depender de alguns fatores:

  1. Da confirmação da presença do vírus;
  2. Se ele é ou não oncogênico;
  3. Da quantidade de vírus (carga viral) no material examinado;
  4. Localização das lesões (se localizado ou disseminado);
  5. Tamanho das lesões.

Tipos de tratamentos

Os tipos de tratamento foram classificados em químico, quimioterapia, imunoterapia, cirurgia, homeopatia e psicoterapia. [saiba mais]